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sábado, 2 de julho de 2011

Knight of Shadows

Foi quando me dei conta de onde estava que tudo fez sentido.
Aquela sala era familiar, e o cheiro de velas perfumadas inebriante.
A cama, já havia me deitado nela antes, e aquele lustre de cristais no teto, a porta de madeira pesada e minunciosamente trabalhada também faziam parte de algo que tentava me lembrar. Ainda estava muito atordoada para isso.
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Sim, era a morada de meu mestre.
Como parte de meu senhor era meu dever retornar. Porém não agora, não desse jeito.
Fui vitima de meu próprio fracasso, abatida no campo de batalha como se fosse uma simples humana. Agora só me restava aguardar o destino.
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Quando ele entrou na sala tudo ficou quieto de repente. Apenas o estalar das velas ecoavam pelo ambiente.
Cabelos longos e negros, olhos rubros e brilhantes. Em sua elegância de Conde, vestia um sobretudo negro até os pés. Me despertava sentimentos humanos, há muito deixados para trás.
Me encarou por um instante, abriu um sorriso atordoante exibindo suas belas presas brancas e reluzentes à luz das velas. Do nada, com apenas um passo me abraçou.
O alívio e a confusão inundaram meus pensamentos. O beijo que veio a seguir limpou minha mente por completo.
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Vladmir, este era seu nome. Sua voz grave e imponente sussurrando em meus ouvidos como uma bela música a seus apreciadores. Sua reação, adversa a que eu esperava.
Me acolheu de volta a seu ninho. Explicou-me que não tinha problema, que as provações pelas quais passei os mais poderosos vampiros da Terra também passaram. Me disse que apesar de nobre, minhas atitudes poderiam ter me matado, e que minhas tentativas de defesa de seu nome de nada adiantariam.Agora, me envolvendo em seu minueto de encanto, me mostra o motivo pelo qual necessito dessa segunda vida. Porém também me convence mais ainda pelo o que devo lutar.
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Vladmir era seu nome. Nobre vampiro, anos de vida pós morte. Meu cavaleiro das sombras, minha vida.
Nossos passos, lado a lado deixam pelo caminho o rastro de sangue derramado, e em nossos lábios e veias a vida que roubamos de outros seres miseráveis.


Lady Darkita, 02/07/2011

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